Diversas vezes li e ouvi sobre essa cirurgia, que na verdade não tem como principal objetivo a cura do diabetes. A cirurgia é a redução do estômago, praticada em pacientes com "obesidade mórbida”. Nesse caso a cirurgia é indicada pois apesar de apresentar riscos, o obeso mórbido certamente irá enfrentar riscos ainda maiores se não perder peso – e rápido.
Os relatos são de que quando o paciente sai da mesa da cirurgia também está livre do diabetes tipo 2, que é o diabetes em que o corpo produz insulina, mas devido ao consumo excessivo de comida, essa quantidade é muito acima do normal e o organismo acaba desenvolvendo uma tolerância à insulina, sendo necessário que tome remédios, porque por mais que o corpo a produza, nunca é em quantidade suficiente para reagir armazenando a glicose.
A cura acontece porque com a cirurgia a glicose passa a ser processada de forma diferente no organismo, seguindo um novo “caminho”, e dessa forma parte dela não é processada pelo corpo, não sendo necessária a produção extra ou a ingestão de insulina por medicamentos.
Infelizmente a cirurgia não cura os insulino-dependentes, que são os portadores de diabetes na qual o organismo não produz insulina ou a produz em quantidades muito abaixo dos níveis necessários, e portanto têm que tomar a cota de insulina em injeções diárias.
Embora os sintomas sejam praticamente os mesmos nos dois tipos de diabetes – quando os níveis de glicose no sangue estão acima do normal – suas causas e tratamento são completamente diferentes, podendo-se até dizer que são duas doenças diferentes. Uma é provocada pela crescente dessensibilização (ou tolerância) à insulina, que é produzida em quantidades muito altas para suprir as necessidades do organismo; no segundo caso (insulino-dependentes) o organismo não consegue processar a glicose simplesmente porque as células beta (que produzem insulina) foram total ou parcialmente destruídas.
Trata-se de uma doença auto-imune, que é quando o organismo “confunde” células do corpo com invasores (vírus ou bactérias) e as destrói.
Zailda Coirano
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