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sábado, 17 de dezembro de 2011

Cirurgia que cura o diabetes

obesidade20infantil-2Diversas vezes li e ouvi sobre essa cirurgia, que na verdade não tem como principal objetivo a cura do diabetes. A cirurgia é a redução do estômago, praticada em pacientes com "obesidade mórbida”. Nesse caso a cirurgia é indicada pois apesar de apresentar riscos, o obeso mórbido certamente irá enfrentar riscos ainda maiores se não perder peso – e rápido.

Os relatos são de que quando o paciente sai da mesa da cirurgia também está livre do diabetes tipo 2, que é o diabetes em que o corpo produz insulina, mas devido ao consumo excessivo de comida, essa quantidade é muito acima do normal e o organismo acaba desenvolvendo uma tolerância à insulina, sendo necessário que tome remédios, porque por mais que o corpo a produza, nunca é em quantidade suficiente para reagir armazenando a glicose.

A cura acontece porque com a cirurgia a glicose passa a ser processada de forma diferente no organismo, seguindo um novo “caminho”, e dessa forma parte dela não é processada pelo corpo, não sendo necessária a produção extra ou a ingestão de insulina por medicamentos.

Infelizmente a cirurgia não cura os insulino-dependentes, que são os portadores de diabetes na qual o organismo não produz insulina ou a produz em quantidades muito abaixo dos níveis necessários, e portanto têm que tomar a cota de insulina em injeções diárias.

Embora os sintomas sejam praticamente os mesmos nos dois tipos de diabetes – quando os níveis de glicose no sangue estão acima do normal – suas causas e tratamento são completamente diferentes, podendo-se até dizer que são duas doenças diferentes. Uma é provocada pela crescente dessensibilização (ou tolerância) à insulina, que é produzida em quantidades muito altas para suprir as necessidades do organismo; no segundo caso (insulino-dependentes) o organismo não consegue processar a glicose simplesmente porque as células beta (que produzem insulina) foram total ou parcialmente destruídas.

Trata-se de uma doença auto-imune, que é quando o organismo “confunde” células do corpo com invasores (vírus ou bactérias) e as destrói.

Zailda Coirano

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cirurgia que "cura" o diabetes


Minha aluna fez uma cirurgia que não "cura" a doença, mas torna muito mais fácil controlar os níveis de glicose, com uma qualidade de vida muito melhor e poucas restrições.

A cirurgia custou 10.000 reais e é bastante simples, com implantação de um "sensor" que quando os níveis de glicose no sangue ficam acima do normal libera insulina no sangue, funcionando quase como o pâncreas dos não-diabéticos.

Claro que há alguns inconvenientes, a insulina não aparece do nada, precisa ser renovada ou o aparelho fica "de tanque vazio", mas trata-se de um avanço em anos. Mudaram muitas coisas mas desde que eu era menina o diabético insulino-dependente vivia à custa de injeções diárias de insulina.

Mudaram as agulhas e os métodos de exame de sangue, mas no fundo está tudo igual ao que era há 50 anos. Essa cirurgia é o primeiro avanço real que vejo em anos. Tomara que em breve ela seja acessível a todos e tão corriqueira quanto uma cirurgia de fimose ou de amígdalas.

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domingo, 11 de janeiro de 2009

O vinho mais saudável do mundo


Um médico e vinicultor australiano afirma ter produzido o vinho mais saudável do mundo. Com propriedades terapêuticas, beber duas taças por dia pode prevenir ataques cardíacos e até mesmo diabetes.

E se beber dois copos de vinho por dia ajudasse a limpar as artérias sanguíneas e a prevenir ataques cardíacos? Um médico e vinicultor australiano pensou nesta hipótese e afirma ter criado o vinho mais saudável do mundo, com características medicinais.

Philip Norrie, médico especialista em propriedades terapêuticas do vinho, dedicou os últimos três anos a observar pacientes que, segundo ele, morreram de doenças que poderiam ter sido prevenidas com um vinho medicinal. A fórmula consiste em adicionar doses extra de um polifenol antioxidante, mais conhecido por resveratrol, extraído da casca da uva, lê-se no site da BBC.

A cada litro de vinho, o médico junta até cem vezes mais resveratrol do que o habitual. Com esta dose adicional, a ingestão da bebida vai ajudar a limpar as artérias sanguíneas e a prevenir ataques cardíacos, derrames e até mesmo diabetes em 50%. (Leia mais em Expresso - O vinho mais saudável do mundo)

Leia também:
Receita contra o diabete

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Registros médicos entram na era digital

Joseph Calderaro, 67, faz parte das histórias de sucesso silenciosas do sistema de saúde. Nos últimos quatro anos, ele conseguiu diminuir o açúcar no sangue, a pressão sangüínea e o colesterol com dieta, exercício e medicamento.

Para acompanhamento, Calderaro visita seu médico, freqüenta reuniões de pacientes com diabetes e sempre recebe ligações de um consultor de saúde. É um esforço de equipe, orquestrado pela clínica Marshfield. E revigorado pela tecnologia, começando pelo registro de paciente computadorizado de Calderaro - um documento continuamente atualizado que inclui seu histórico médico, remédios, testes de laboratório, orientações de tratamento e observações de médicos e enfermeiras.

Visitar a clínica Marshfield, há tempos inovando na tecnologia da informação para saúde, é ter um vislumbre do futuro da medicina digital. Na área das políticas de assistência médica nacionais existe amplo consenso de que transferir os registros de pacientes do papel para o computador, da forma que Marshfield e alguns outros sistemas de saúde já fazem, é essencial para melhorar a qualidade do atendimento e conter custos.

O registro no papel é um documento passivo e histórico. Já o registro médico eletrônico pode ser uma ferramenta vibrante que lembra e assessora médicos. Ele pode manter informações sobre consultas, tratamentos e condições, retornando anos, e até mesmo décadas. Pode ser acionado com um clique, ao invés de permanecer escondido num arquivo em algum lugar remoto, portanto inútil durante emergências médicas.

Os modernos sistemas computadorizados possuem links para informação online a respeito das melhores práticas, tratamentos, recomendações e de combinações nocivas de drogas. Os benefícios potenciais incluem menos testes desnecessários, redução de erros médicos, e melhores cuidados para que os pacientes necessitem menos de custosos tratamentos hospitalares.

Leia mais em AdNews - Registros médicos entram na era digital

Leia também:
Comunidade Diabetes

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Notícias na área da saúde em 2008 - diabetes apontada entre as principais causas de mortalidade no país

A novidade mais importante veio em maio, com a confirmação pelo Supremo Tribunal Federal da liberação das pesquisas com células tronco embrionárias. A autorização já existia desde a aprovação no legislativo da Lei de Biossegurança, regulando as pesquisas com material genético e células tronco. O tribunal magno do país teve de se manifestar por conta de uma ação questionando a constitucionalidade da lei. Os cientistas brasileiros conseguiram mostrar a importância de prosseguir com as pesquisas, que podem trazer independência e tecnologia de ponta.

O contraponto foi o relatório do Ministério da Saúde que apontou as principais causa de mortalidade entre os brasileiros. Um dado logo salta aos olhos: das dez principais causas de óbitos no país, as doenças cardiovasculares e o diabetes aparecem cinco vezes respondendo por cerca de 30% das mortes.

Na região Norte as crianças até um ano de idade têm uma taxa de mortalidade quase quatro vezes maior do que na região Sul e Sudeste.

Além das doenças vasculares e diabetes, as infecções respiratórias agudas e a doença crônica pulmonar levam a um total de 40% dos óbitos. Todas essas doenças poderiam ter seu impacto na sociedade brasileira diminuído com programas de prevenção. Para que se chegue a uma reversão desses números é preciso que a sociedade receba informação com embasamento científico e isenção, objetivos de nosso boletim diário.

Leia também:
Cientistas desvendam novas chaves sobre o início do diabetes tipo 2

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domingo, 4 de janeiro de 2009

Turistas de células-tronco viajam pelo mundo em busca de tratamento

O tratamento com células-tronco ainda está em fase experimental e em muitos paises não está avançando muito devido a questões de ordem ética, porque envolvem o uso de células de embriões. Médicos de países onde o tratamento está liberado divulgam o tratamento em seus sites, oferecendo-o por até US$70.000, e o número de 'turistas de células-tronco' nesses países só tem aumentado no último ano, a ponto de preocupar.

Médicos de países onde o tratamento é liberado sem restrições constumam oferecer o tratamento em sites, onde os pacientes de outros países os encontram e contratam seus serviçõs. Dos 19 sites estudados em recente pesquisa, apenas 9 descreveram o tratamento como 'experimental' e não há dados sobre o número de pacientes que conseguiram a cura ou regressão de sua doença após sua realização.

As células-tronco são usadas em doenças como o mal de Parkinson, diabetes, lesões da medula e algumas doenças degenerativas, mas há casos de pacientes que contraíram outras doenças após o tratamento. Alguns pacientes tratados de lesões crônicas da medula espinhal contraíram meningite e foram constatadas algumas infeccções após tratamento de doenças do sangue.

O tratamento é complicado e os médicos acreditam que os pacientes devam ser alertados sobre todos os riscos antes de submeterem-se a ele, bem como de suas possíveis complicações. Também devem ser alertados de que se trata de um tratamento ainda em fase experimental e que seus resultados podem não ser exatamente os esperados.

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domingo, 23 de novembro de 2008

Microship pode simplificar o controle do diabetes

Um microship implantado sob a pele pode ajudar a controlar a quantidade de glicose no sangue e assim auxiliar no tratamento do diabetes tipo 1. Para saber mais sobre o tratamento acesse o link:

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Chega ao Brasil nova opção no tratamento de diabetes

No Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, a Merck Sharp & Dohme traz uma boa notícia aos pacientes brasileiros: o lançamento do primeiro medicamento que combina em um único comprimido um inovador redutor de glicose, a sitagliptina, com um tradicional anti-hiperglicêmico, a metformina. Conhecida internacionalmente como Janumet, a nova terapia atua nos três principais componentes do diabetes tipo 2: resistência e insuficiência de insulina e superprodução de glicose. Somente no Brasil, mais de 6,9 milhões de pessoas sofrem da doença.

Leia mais no site de notícias Alagoas e Tempo Real

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Dados sobre diabetes são assustadores

Os dados são assustadores. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, já são mais de 250 milhões de pessoas no mundo com a doença e esse número cresce a todo tempo. De acordo com a entidade, a cada cinco segundos, surge um novo caso de diabetes, o que corresponde a mais de 600 novos diabéticos por dia. Só no Brasil, cerca de 9% da população sofre com o problema.

E a receita para prevenir o mal que pode atingir qualquer pessoa é mais simples do que muita gente pensa: exercício físico e alimentação balanceada. Mas, conforme destaca o endocrinologista Willian Pardi, na maioria das vezes, apesar de muita informação sobre o assunto, a população ainda subestima a importância desses dois ingredientes.

Segundo o especialista, hoje, para uma mulher conseguir manter todas as suas atividades cotidianas, ela precisaria ingerir apenas 1.500 calorias diárias, enquanto que o homem, 2.000 calorias. De outro lado, Pardi conta que, atualmente, em uma única refeição, algumas pessoas chegam a ingerir cerca de 5.000 calorias.

"Antes do advento do computador, do carro, do controle remoto, tínhamos um número muito menor de diabéticos. Além disso, não tínhamos um exagero em oferta alimentar, difundida hoje, principalmente, pela televisão. E o alimento, para ser saboroso, ele precisa de uma quantidade muito elevada de gorduras e carboidratos/açúcares. Mas comemos esses alimentos e não fazemos exercícios para queimar as calorias", informa o médico.

Com a atividade física, conforme explica o endocrinologista, a pessoa consegue elevar o metabolismo da glicose/açúcar até a fase de ácido lácteo, não dependendo da insulina, ou seja, queima mais calorias, evitando o armazenamento delas em forma de triglicérides e gorduras e, com isso, utiliza menos algumas substâncias necessárias para determinar o equilíbrio metabólico do portador da doença.

Já sobre a dieta balanceada, o médico orienta que é necessário consumir 60% do valor total em carboidratos, de 20% a 30% em proteínas (derivados de animais), 15% de gorduras. "A complementação dessa alimentação deve ser feita com os ditos estruturais, que, além da proteína, são: Vitaminas, Co-enzimas e Co-fatores (esses obtidos em verduras, frutas e legumes)", alerta o médico.

Na maioria dos casos de diabetes tipo II, Pardi garante que é possível, além de prevenir, controlar o nível de glicose no corpo com a velha e eficiente fórmula: exercício e dieta balanceada.

De acordo com o médico, se com essas duas ações não houver avanços no quadro, é iniciado o uso de medicação via oral, que diminui o nível plasmático do açúcar. Geralmente, o efeito das drogas dura em média de 8 a 12 anos, sendo iniciado, depois desse período, o tratamento com a insulina exógena.

"Hoje, evoluiu muito a utilização da insulina sintética, preparada em laboratório. Ela não produz anticorpos, ou seja, o paciente não cria resistência a ele", conta o médico.

(Reportagem de Jornal da Manhã)

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Receita contra o diabete

Receita para afastar o diabete — REVISTA SAÚDE!
Depois de acompanhar um grupo de mais de 5 mil voluntários por 7 anos, estudiosos americanos de diversas universidades concluíram que o cardápio tem estreita relação com o aparecimento do diabete do tipo 2. Para o bem e para o mal. Isso mesmo. “O trabalho enfatiza a importância de caprichar na variedade e não focar apenas em um grupo de alimentos”, avalia a nutricionista Andréa Esquivel, de São Paulo.

Segundo os cientistas, o que vai para o prato interfere diretamente nos níveis de insulina, aquele hormônio que bota o açúcar dentro das células.

Se, por um lado, há alimentos que ajudam a deixar tudo em ordem, sem nenhuma sobra açucarada na circulação, outros, entretanto, só atrapalham. Daí o delicado equilíbrio acaba prejudicado, o que pode ser o estopim para a doença.

Confira abaixo, quais são os aliados e os vilões nessa história que acaba de ser publicada no periódico científico Diabetes Care.

O que não pode faltar no menu:
cereais integrais - hortaliças - frutas - oleaginosas, ou melhor, a turma das castanhas e nozes, além de laticínios desnatados.

O que se deve comer com parcimônia:
Alimentos à base de farinha refinada, ou seja, pães, biscoitos e outros, além de laticínios com alto teor de gordura e carne vermelha gorda.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Diabetes impacta rendimento escolar de 25% das crianças diabéticas

SEGS PORTAL NACIONAL - UM EM CADA QUATRO JOVENS COM DIABETES NO BRASIL DIZ QUE DOENÇA IMPACTA SEU DESEMPENHO ESCOLAR
Um estudo realizado pela Sociedade Internacional de Diabetes em Adolescentes e Crianças (ISPAD) e pelo laboratório Novo Nordisk apontou as implicações da doença na vida social, familiar e letiva em portadores de diabetes

Diariamente, mais de 200 crianças são diagnosticadas no mundo com diabetes, uma das doenças crônicas infantis mais comuns que pode afetar crianças e jovens em qualquer idade.

Diante deste cenário, a Sociedade Internacional de Diabetes em Adolescentes e Crianças, juntamente com o laboratório dinamarquês Novo Nordisk, empresa voltada ao cuidado com a saúde e líder mundial no tratamento do diabetes, realizaram uma pesquisa batizada de DAWN Youth - sigla que representa Diabetes, Attitudes, Wishes and Needs (em português, diabetes, atitudes, desejos e necessidades em jovens).

O estudo foi realizado entre 2007 e 2008, com o objetivo de reunir informações sobre o diabetes e sua influência na vida das crianças e jovens, inclusive a situação vivida na escola. Foram entrevistados profissionais de saúde, pais ou cuidadores de, pelo menos, uma criança com diabetes entre 0 e 18 anos, e jovens na faixa de 18 a 25 anos. Participaram da pesquisa aproximadamente 9.200 pessoas, de 13 países diferentes, como Dinamarca, Alemanha, Itália, Japão, Holanda, Espanha, Estados Unidos e Brasil.

Por aqui, os dados chamam a atenção para questões psicossociais envolvendo diabetes e escola. A começar pelo fato de que 10% dos jovens brasileiros pesquisados já sofreram discriminação e considera o diabetes um limitador em suas relações sociais. No que se refere ao desempenho escolar, 25% dos jovens afirmam que seu desempenho escolar é impactado pela doença. Seis entre dez crianças ou jovens com diabetes não controlam devidamente o diabetes no período de aula (de acordo os profissionais da saúde que tratam crianças com diabetes), já que o aluno que tem diabetes tem necessidades específicas como medir a glicemia, fazer lanches fora do horário e até aplicar insulina no horário letivo.

Ainda sobre a problemática na escola, nove entre dez crianças afirmam não contar com uma enfermeira para auxiliá-las com seu diabetes durante o horário de aulas e, ainda, existem evidências de que as crianças com diabetes deixam a escola mais cedo do que as demais.

Escolas não têm estruturas adequadas para crianças com diabetes

Além de curiosidade para aprender e se manter informado, é fundamental, segundo profissionais da saúde que participaram da pesquisa, que as crianças ou jovens portadores de diabetes tenham algum tipo de apoio de profissionais de saúde na escola.

De acordo com dados da pesquisa, um acompanhamento psicológico pode ser necessário para que a criança portadora de diabetes aceite seus limites. Os resultados demonstram que 40% dos jovens faltam à escola, pelo menos uma vez por mês, por causa do diabetes; 25% acreditam que o diabetes tem um efeito negativo no seu desempenho escolar; e 10% afirmam que já sofreram discriminação e consideram que a doença limita seus relacionamentos sociais. "É importante que, tanto a criança quanto sua família, ajustem-se à rotina do tratamento do diabetes para que haja um bom controle da doença, o que permitirá que a criança tenha uma vida normal", finaliza a Dra. Fani Malerbi, psicóloga e coordenadora da pesquisa DAWN Youth no Brasil.

O diabetes mal controlado pode, a longo prazo, levar a complicações cardíacas ou renais. Tudo isto pode ser facilmente prevenido por cuidados e suporte adequado para as crianças que têm a doença. Os resultados da pesquisa DAWN Youth destacam a importância de enfrentar os problemas do diabetes em relação às crianças.

"O cuidado das crianças com diabetes na escola ainda é um desafio. É necessário uma integração entre a família, profissionais de saúde e equipe escolar para dar proteção à criança durante este longo período do dia em que está fora de casa. Ela deve ser tratada com igualdade, porém com um olhar atento e a possibilidade de realizar auto-monitorização, aplicar insulina ou ingerir comida se houver necessidade", afirma Dr.Luis Eduardo Calliari, endocrinologista pediátrico, coordenador-médico do estudo e professor da Unidade de Endocrinologia Pediátrica da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Para Vanessa Pirolo Vivanco, uma jornalista de 27 anos que descobriu a doença aos 18 anos de idade, os resultados da pesquisa no Brasil são muito importantes para analisar o perfil tanto do paciente, quanto dos pais e dos profissionais de saúde. "Agora temos dados estatísticos para conseguir sensibilizar as pessoas sobre os riscos do diabetes e saber tratar dos pacientes de forma mais eficaz, proporcionando maior qualidade de vida", afirma Vanessa, que também é representante brasileira da Novo Nordisk no programa Youth Panel, que consiste em discussões e debates de jovens de todo o mundo acerca do diabetes.[14]

A jornalista ressalta ainda que a ansiedade que crianças e pais sentem com o diagnóstico pode levar a depressão. "É essencial que a partir desta pesquisa, as autoridades, associações e profissionais de saúde levem em consideração todos os aspectos psicológicos do paciente para que possam oferecer o melhor tratamento e apoio", finaliza Vanessa.

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Descoberto hormônio que pode ajudar na prevenção do diabetes

Descoberto hormônio que pode ajudar na prevenção e no controle do diabetes - O Globo Online
Cientistas identificaram uma substância no organismo humano que pode levar a outras formas de combater do diabetes e alguns tipos de doenças relacionadas à obesidade.Chamado de lipoquinas, o novo tipo de hormônio identificado pelos cientistas faz parte de uma classe de hormônios produzidos pela gordura corporal.

Quando em equilíbrio, previne o acúmulo de gordura no fígado e melhora a capacidade do organismo de controlar glicose. A descoberta feita por cientistas da Harvard School of Public Health e liderada por Gokhan Hotamisligil está na publicação Cell deste mês e mostra um estudo feito com ratos.

" A função das lipoquinas no fígado e nos músculos é parecida com a ação da insulina, que ajuda a controlar a quantidade de açúcar no sangue "

Uma das funções dos hormônios é atuar como mensageiros químicos do corpo, levando informações para células e órgãos. Estas informações são fundamentais para vários processos, entre eles o crescimento, o equilíbrio do metabolismo, o desejo sexual e o humor.Os hormônios já conhecidos pelos médicos se dividem em dois grupos - os derivados de esteróides ou de proteínas. Segundo Hotamisligil, este é o primeiro exemplo de um grupo de hormônios derivado da gordura. Por enquanto, pesquisadores devem chamar a nova substância de lipoquinas (lipokines, em inglês).

Se as lipoquinas funcionarem em humanos como funcionaram nos testes com ratos, acredita Hotamisligil, a descoberta da cura para do diabetes, assim como a de outras doenças hepáticas, está próxima.

- Temos evidências de que estes hormônios são produzidos apenas pelas células de gordura - afirma Hotamisligil.

Uma das funções das lipoquinas é transmitir informações para o fígado que evitem que o órgão acumule gordura excessiva. O hormônio também otimiza o uso de glicose pela musculatura.

- A função das lipoquinas no fígado e nos músculos é parecida com a ação da insulina, que ajuda a controlar a quantidade de açúcar no sangue - diz o pesquisador.

Portadores de diabetes têm níveis muito altos de açúcar no sangue. Aqueles com o tipo 2, que está relacionado à obesidade, tem resistência à ação da insulina ou não produzem a quantidade suficiente do hormônio. A medida que o indivíduo engorda, o nível de outro hormônio, o palmitoleato, cai. Pesquisadores já conheciam esta substância, mas não sabiam qual era sua relação com a produção de gordura. Agora, descobriram que o palmitoleato e as lipoquinas estão diretamente relacionados.

Equilibrando a ação das lipoquinas em diabéticos, estes pacientes não teriam mais dificuldade em controlar a glicose. Além disso, o acúmulo de gordura no fígado ficaria mais difícil.

Uma das possibilidades, acredita Hotamisligil, é criar exames que meçam os níveis de palmitoleato no organismo, identificando precocemente as chances de doenças como o diabetes e, quem sabe, prevenindo os distúrbios em estágios iniciais.
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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Diabete atinge cerca de 246 milhões de pessoas - estima OMS

Brasil - Último Segundo - Diabete atinge cerca de 246 milhões de pessoas, estima OMS
São alarmantes os índices de diabete. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a doença atinge cerca de 246 milhões de pessoas.
As estimativas da OMS são de que, dentro de 18 anos, chegue a 380 milhões o número de portadores desse mal.

"A diabete é uma doença metabólica, que provoca o aumento de glicose no sangue. Para ela ser absorvida precisa ser transportada da circulação para os tecidos alvo: os músculos e o fígado. Quando a pessoa tem deficiência na captação dessa glicose por ausência de insulina, o paciente fica com a taxa de glicose elevada, que é a diabetes", explica Helena Atroch Machado, endocrinologista do Hospital São Camilo Pompéia, na capital paulista.

Existem vários tipos de diabete. "Uma das mais comuns é a do tipo 1, que ocorre na infância, por deficiência na produção de insulina", diz Alex Carvalho Leite, endocrinologista coordenador da equipe de endocrinologia das unidades Itaim e Morumbi do Hospital São Luiz, em São Paulo. O tratamento é feito com aplicações de insulina.

A do tipo 2, de acordo com o especialista, é mais comum acima dos 40 anos. É caracterizada pela resistência periférica no fígado e nos músculos à ação da insulina. Para tratá-la, o paciente precisa tomar medicamentos via oral e fazer regime. Há também a diabetes gestacional, quando ocorre alteração das taxas de açúcar no sangue durante a gravidez. Ela pode persistir ou desaparecer após o parto.

Sintomas

No caso da diabete tipo 1, o paciente começa a urinar em demasia (poliuria), sentir muita sede (polidipsia), perder peso, sentir muita fome, tonturas, fraqueza, indisposição e vômitos.

A diabetes tipo 2 está relacionada com histórico familiar e também com pessoas acima do peso. "Antigamente ela atingia pessoas mais velhas. Nos dias de hoje, devido à obesidade, há crianças e jovens com diabetes tipo 2", explica Helena.

Para saber se uma pessoa está com diabetes, o médico indica exames de glicemia de jejum e o teste de tolerância à glicose. Quem precisa controlar a doença é feito o exame de hemoglobina glicada.

Alimentação

Além de comer de forma fracionada (o ideal é fazer uma refeição leve a cada três horas), os portadores de diabetes devem evitar o excesso de carboidratos e também ingerir frutas com moderação.

Atividades físicas são fundamentais nesse caso. "Os exercícios fazem baixar os níveis de açúcar no sangue, independente da ação da insulina", afirma Alex. "Mas os exercícios devem ser feitos sob orientação médica e a supervisão de um profissional da área", enfatiza o especialista.

Tudo para o diabético

Diabete.com.br

News

Estudo determina nível de açúcar para diagnóstico
Um índice de até 6,5% reduz em até 30% as complicações mais provocadas pelo diabetes tipo 2.

Aparelho no duodeno poderia reduzir glicemia
Estudo recente mostrou efeitos benéficos na redução da glicemia, colocando um dispositivo no duodeno.

Qualitas lança medidor de diabetes por celular
A união de tecnologia espacial com a medicina criou um produto pioneiro e inédito em nível mundial: "medidor de diabetes por celular"

Tudo sobre Diabetes - Sociedade Brasileira de Diabetes

Tudo Sobre Diabetes
Procurando mais informações sobre diabetes? Tire suas dúvidas e descubra que não é tão complicado ter uma vida saudável.

Saiba sobre os tipos de diabetes, sinais e sintomas, medicamentos, atividades físicas, os principais cuidados para evitar as complicações, etc.


segunda-feira, 9 de junho de 2008

Jaú contra a carambola

A insólita história da cidade do interior de São Paulo que – como aconteceu com o cigarro – criou uma lei obrigando bares, restaurantes e supermercados a pregar cartazes alertando para os riscos da fruta à saúde

A idéia que mudou a vida do vereador José Mineiro de Camargo, do PSB de Jaú, interior de São Paulo, poderia ter caído de uma árvore, como a maçã que inspirou Isaac Newton a criar a teoria da gravidade. Guardadas as devidas proporções de genialidade, Zé Mineiro, como é conhecido, conta que a carambola atingiu sua cabeça de outra maneira: “Estava na rua conversando com o povo quando um senhor disse que a carambola faz mal para os rins. Fiquei encafifado com aquilo e fui pesquisar na internet. Descobri que era verdade, fiz a lei e corri para o abraço”, diz. No dia 19 de março, o prefeito de Jaú sancionou a lei de Zé Mineiro, aprovada dias antes por unanimidade na Câmara Municipal. O texto diz exatamente o seguinte:

Artigo 1º – Ficam os hospitais, postos de atendimento a saúde, ambulatórios e demais estabelecimentos de saúde, públicos ou privados, obrigados a manter afixados, em local visível, cartaz (sic) com medida mínima de 40 centímetros na horizontal e 20 centímetros na vertical, com os seguintes dizeres: “Pacientes com insuficiência renal estão proibidos de comer o fruto, ou o doce, ou ingerir o suco da carambola, seja qual for o grau da insuficiência, pois a fruta produz neurotoxina que concentra-se no sangue, atinge os neurônios em concentração maior e provoca soluços, convulsões, podendo levar até a morte. Portanto, não comam”.

Parágrafo único – A obrigação de que trata o “caput” desta lei estendem-se (sic) às empresas que exploram atividades relacionadas a gêneros alimentícios, tais como bares, lanchonetes, padarias, sorveterias, restaurantes, supermercados, quitandas e congêneres.

Sancionada há dois meses, a lei de Zé Mineiro não entrou em prática em toda a cidade, pois muitos comerciantes ainda não foram oficialmente avisados. A norma prevê multa de R$ 520,80 para quem deixar de pregar o cartaz. Se reincidir, a penalidade dobra. A lei trata a carambola como se fosse um produto tóxico nocivo à saúde. É uma fórmula similar às leis que regulam o consumo de álcool, tabaco e de produtos que contêm substâncias consideradas tóxicas.

É verdade que a carambola também tem uma substância tóxica, chamada carambotoxina. De acordo com os médicos, quem tem insuficiência renal pode mesmo sofrer intoxicação ao consumi-la. Nesses casos, o rim debilitado não consegue filtrar a toxina, que, espalhada pela corrente sanguínea, passa a atuar no sistema nervoso. “Ao comer carambola, pessoas com insuficiência renal começam a soluçar incontrolavelmente e vomitar. Em alguns casos, apresentam distúrbios de consciência e convulsões, podem entrar em coma e morrer”, diz o médico Joaquim Coutinho Netto, da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto.

A lei de Zé Mineiro pode, portanto, até parecer justa. Mas será útil? Há razões aritméticas para duvidar. A Santa Casa de Jaú, uma referência na região, atende cerca de 120 pacientes com insuficiência renal – ou 0,09% dos 125 mil habitantes da cidade. Em frente à sala de hemodiálise, há um alerta sobre os riscos da carambola. Segundo a direção do hospital, a placa estava lá antes da lei de Zé Mineiro. “Há alguns anos já alertamos todos os nossos pacientes. Não vejo necessidade de espalhar essa informação para toda a população”, diz o nefrologista Rubens Narciso Gonçalves. Se todos os pacientes já estavam avisados sobre os riscos da carambola antes da criação da lei, faz sentido espalhar alertas em bares, restaurantes, lanchonetes, supermercados, sorveterias e afins?

Embora o município possa fazê-lo, a responsabilidade por criar leis que alertam o consumidor sobre os riscos à saúde geralmente é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Surpreendida pela lei, a Anvisa não sabe dizer se a criação de Zé Mineiro é pertinente. “Precisamos conversar com os acadêmicos para determinar se ela é mesmo importante”, diz Antonia Aquino, gerente de produtos especiais da Anvisa.
“Estava na rua quando um senhor disse que carambola faz mal para o rim. Fiz a lei e corri para o abraço”, diz o vereador

O médico Coutinho Netto deve ser um dos ouvidos pela Anvisa. Ele participou dos estudos que identificaram a carambotoxina em 2003. Nem ele, que teve contato direto com vítimas da intoxicação, acha a lei razoável. “Centros de nefrologia e hemodiálise do mundo todo já dão o alerta a seus pacientes”, diz Coutinho Netto, dono de duas caramboleiras no quintal de casa, em Ribeirão Preto. “Avisar em bar é um exagero.” Segundo Coutinho, pessoas sem insuficiência renal não correm risco ao comer a fruta.

Zé Mineiro tem 54 anos, é separado e tem cinco filhos. Os mais velhos cuidam da empresa da família, uma empreiteira especializada na montagem de usinas de açúcar e álcool. Segundo seus amigos de Jaú, ele já ficou rico e quebrou algumas vezes. “Gosto mesmo é de fazer política”, diz Zé Mineiro. Ele cumpre seu terceiro mandato como vereador. Até hoje, não somou mais que 2 mil votos em nenhuma das eleições que ganhou. Já perdeu uma disputa para prefeito e outras três para deputado estadual. Depois de criar a lei da carambola, deu entrevistas para jornais, rádios, TVs e sites de todo o país, ganhou fama nacional e virou celebridade nas ruas de Jaú.

Ele diz não ligar para as críticas. “O povo tem de ser informado de tudo. Se a minha lei salvar uma vida, já valeu a pena”, afirma. Pelo menos sua própria vida ela já ajudou. Zé Mineiro parece ter ganhado fôlego para disputar o quarto mandato como vereador. Quando circula pela cidade em sua moto Honda CB 250 prata, ele só deixa de cumprimentar os cachorros (para os donos, criou uma lei obrigando o uso de sacola plástica para retirar a sujeira da calçada). Em tom de piada, promete autógrafos aos possíveis eleitores. E orgulha-se em dizer que vereadores de outras cidades já telefonaram pedindo cópia da lei para implantá-la.

A carambola não é uma fruta comum em Jaú. A reportagem de ÉPOCA visitou 14 bares, restaurantes e sorveterias da cidade. Nenhum deles vende produtos de carambola, embora uma das lanchonetes ofereça 28 sabores de sucos naturais, incluindo o excêntrico pitanga com leite. Na única feira livre de Jaú, os feirantes dizem que a carambola não é comum na região. Naquele dia não havia nenhuma à venda. Jaú não produz carambola. As fazendas locais estão tomadas pela cana-de-açúcar. Apesar disso, nenhum vereador teve a idéia de criar uma lei obrigando todos os estabelecimentos a afixar avisos sobre o risco do consumo de caldo-de-cana a diabéticos e obesos. Pelo menos até agora.

Faz bem ou faz mal? - O que dizem os médicos sobre os riscos e os benefícios da carambola

MITOS

É BOA PARA DIABÉTICOS
Não há comprovação científica de que a carambola contenha alguma substância capaz de diminuir a quantidade de açúcar no sangue

FAZ BEM PARA O RIM
Consumida por pacientes com insuficiência renal, a carambola pode causar envenenamento. Para pacientes saudáveis, não faz nem bem, nem mal VERDADES

PREVINE O ENVELHECIMENTO
Rica em polifenóis, a mesma substância encontrada no vinho, a fruta tem propriedades antioxidantes. Elas combatem compostos responsáveis pelo envelhecimento

FORTALECE O SISTEMA IMUNOLÓGICO
Rica em vitaminas A, C e do complexo B, ajuda a combater o escorbuto, doença causada pela carência de vitamina C que causa hemorragias





segunda-feira, 19 de maio de 2008

Cirurgia de redução de estômago livra pacientes do diabetes tipo 2

Vi ontem na TV que de 17 pacientes obesos que passaram pela cirurgia de redução de estômago e que eram portadores de diabetes tipo 2, apenas 2 não se livraram da doença e das conseqüentes injeções diárias de insulina.

Fiquei impressionada porque um dos pacientes tinha que tomar 7 injeções diárias para controlar o diabetes e após a cirurgia não precisa mais de nenhum tratamento específico.

A relação entre a cirurgia de redução de estômago e a cura do diabetes ainda está sendo estudada pois não se sabe ainda se essa cura é permanente ou se a doença pode voltar em alguns anos ou mesmo meses.

Também a cirurgia só é indicada para pacientes que tenham obesidade mórbida, portanto em pacientes que são diabéticos mas não são obesos a cirurgia não está indicada. Também não se mencionou nada sobre o diabetes do tipo 1.

Mas já é um alento e mostra que a cada dia surgem novas descobertas científicas para ajudar aos pacientes que sofrem desse mal, ainda hoje teoricamente incurável, mas parece que isso também vai mudar.

(zailda coirano)

sábado, 3 de maio de 2008

Cientistas decifram novas chaves sobre início de diabetes tipo 2

Um único aminoácido poderia ser chave no início da diabetes tipo 2, segundo um artigo publicado esta semana pela revista "Journal of the American Chemical Society" ("JACS"), que contraria as opiniões convencionais sobre o começo da doença. Nos Estados Unidos há 20,8 milhões de crianças e adultos, isto é, 7% da população, que sofrem de diabetes. Este número inclui aproximadamente 6,2 milhões de pessoas que não sabem que têm o problema.
O tipo 2 da diabetes, uma condição na qual o corpo não usa a insulina de maneira apropriada, afeta a maioria das pessoas que foram diagnosticadas com o problema.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Michigan (UM), liderada pelo professor de química e biofísica Ayyalusamy Ramamoorthy, indicou que "uma das características mais fortes da diabetes tipo 2 é a presença de grânulos de fibras de proteína chamadas amilóides nas células do pâncreas que produzem a insulina".

A pesquisa anterior sugeriu que a formação de amilóides de alguma forma danifica as membranas que envolvem estas células, as mata e precipita a diabetes.

Mas Ramamoorthy e seus colaboradores provaram que o dano pode ocorrer independentemente da formação de amilóides e que a proteína envolvida, conhecida como amilina (IAPP, na sigla em inglês), tem regiões separadas responsáveis pela formação de amilóides e o transtorno da membrana.

"Já se sabia que as fibras amilóides próprias não são especialmente prejudiciais para as células, mas se pensava que o processo de formação de amilóides podia gerar compostos intermediários tóxicos que causavam o dano à membrana", disse Ramamoorthy. "Este assunto foi matéria de grande debate", precisou.

O grupo da UM, que rompeu um extremo da proteína e testou as propriedades do fragmento resultante, descobriu que o fragmento transtorna as membranas e causa a morte da célula de maneira tão eficaz como a proteína completa, sem a formação de amilóides.

Depois os pesquisadores compararam a forma humana da IAPP com a versão em ratos, que não causa a morte de células, e descobriram que a diferença de um único aminoácido (o bloco de construção das proteínas) é responsável pela toxicidade.

Apesar de acreditar-se que a IAPP contribui ao desenvolvimento da diabetes tipo 2, não foram desenvolvidos ainda medicamentos que suprimam o papel da IAPP na diabetes, principalmente porque continua sendo um mistério o mecanismo molecular pelo qual a IAPP torna-se tóxica, indicou o artigo.

Além disso, a presença de formas tóxicas e não tóxicas da mesma proteína no corpo humano complica consideravelmente a descoberta de que faz com que a proteína seja tóxica.

"Algo interessante é que este é, exatamente, o mesmo problema que limitou o progresso da pesquisa para a descoberta de remédios que tratem outras doenças por amilóides relacionadas com a idade, como Alzheimer, Parkinson, Huntington e a doença da 'vaca louca'", disse Ramamoorthy.

"Nossa descoberta-chave de uma versão da proteína que existe só em uma forma tóxica estável simplifica consideravelmente a busca de compostos que previnam estas doenças", concluiu.



Diabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo porém, quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde como por exemplo o excesso de sono no estágio inicial, problemas de cansaço e problemas físicos-táticos em efetuar as tarefas desejadas. Quando não tratada adequadamente, podem ocorrem complicações como Ataque cardíaco, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas na visão, amputação do pé e lesões de difícil cicatrização, dentre outras complicações. 



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Diabetes_mellitus